O Cruzeiro conquistou uma vitória de peso ao derrotar o Boca Juniors por 1 a 0, em duelo decisivo pela fase de grupos da Copa Libertadores 2026.

Em uma partida intensa, marcada por muitas faltas, cartões e tensão do início ao fim, a Raposa aproveitou a superioridade numérica no segundo tempo e decidiu nos minutos finais com gol de Neyser Villarreal.


Primeiro tempo: jogo duro, muitas faltas e expulsão decisiva

Como se esperava de um confronto entre dois gigantes continentais, a partida começou extremamente disputada.

Logo aos 7 minutos, Leandro Paredes recebeu cartão amarelo após entrada dura. O clima esquentou rapidamente, com faltas duras de ambos os lados.

Kaio Jorge chegou a pedir pênalti aos 19 minutos, mas a arbitragem mandou seguir.

O momento crucial da primeira etapa aconteceu nos acréscimos. Depois de já ter sido advertido, Adam Bareiro cometeu nova falta e recebeu o segundo amarelo, sendo expulso aos 45+1.

O Boca Juniors foi para o intervalo com um jogador a menos.


Segundo tempo: pressão celeste e resistência argentina

Com superioridade numérica, o Cruzeiro voltou mais agressivo e passou a dominar territorialmente.

As melhores chances surgiram com:

  • Fabrício Bruno, que cabeceou perto da trave após escanteio
  • Keny Arroyo, em chute perigoso de fora da área
  • Kaio Jorge, que obrigou o goleiro a grande defesa aos 80 minutos

Mesmo pressionado, o Boca resistia e tentava segurar o empate.


Gol da vitória no fim

A insistência cruzeirense foi premiada aos 83 minutos.

Kaio Jorge mostrou visão de jogo e encontrou Neyser Villarreal livre dentro da área. O atacante finalizou de primeira, rasteiro, no centro da baliza, para explodir o estádio e garantir a vitória da Raposa.


Destaques da partida

Kaio Jorge

Participativo o jogo inteiro, criou perigo constante e deu a assistência decisiva.

Neyser Villarreal

Entrou no segundo tempo e decidiu o confronto.

Sistema defensivo do Cruzeiro

Seguro e atento, praticamente anulou o ataque argentino.


Análise final

O Cruzeiro fez uma partida madura e soube aproveitar o contexto do jogo após a expulsão adversária. Teve paciência para rodar a bola, pressionar no momento certo e buscar o gol sem se expor.

Já o Boca Juniors mostrou competitividade, mas a inferioridade numérica pesou demais diante de um adversário intenso.


Situação no grupo

Com os três pontos, o Cruzeiro fortalece sua campanha e se coloca em ótima posição para buscar classificação ao mata-mata.

Vencer um rival direto e histórico como o Boca pode ser um divisor de águas na fase de grupos.


Conclusão

O Cruzeiro venceu como time grande: controlando emoções, impondo ritmo e decidindo no momento certo.

Contra um dos maiores clubes da América do Sul, a Raposa mostrou que pode sonhar alto nesta Libertadores 2026.

Por: Eduardo P. Silva