A Associação Chapecoense de Futebol conquistou uma grande vitória ao bater o Botafogo de Futebol e Regatas por 2 a 0, em uma atuação marcada pela eficiência ofensiva e forte resistência defensiva. Mesmo pressionada durante boa parte do confronto, a equipe catarinense aproveitou suas oportunidades e segurou o ataque botafoguense para sair de campo com um resultado importante na Copa do Brasil.

O destaque da partida foi a capacidade da Chape de transformar poucas chances em gols, enquanto o Botafogo desperdiçou diversas oportunidades e parou em grande atuação do sistema defensivo adversário.

Chapecoense aproveita oportunidades no primeiro tempo

O Botafogo começou a partida com maior posse de bola e tentando controlar o jogo ofensivamente, mas foi a Chapecoense quem mostrou mais eficiência nos momentos decisivos.

Aos 20 minutos, Ênio fez boa jogada pela direita e encontrou Marcinho, que apareceu livre para finalizar e abrir o marcador para os donos da casa.

O gol aumentou a confiança da equipa catarinense, que passou a defender com linhas baixas e apostar nos contra-ataques diante do domínio territorial do Botafogo.

Já nos acréscimos da primeira etapa, a Chape voltou a castigar. Everton cruzou na medida para Yannick Bolasie, que ampliou de cabeça aos 45+5 e deixou o Botafogo em situação muito complicada antes do intervalo.

Pouco depois do segundo gol, Arthur Cabral ainda recebeu cartão em um momento de nervosismo da equipa carioca.

Botafogo pressiona, mas para na defesa catarinense

Na segunda parte, o Botafogo aumentou ainda mais o volume ofensivo. O time carioca terminou a partida com 66% de posse de bola, 22 remates e oito finalizações na baliza, além de criar três grandes oportunidades.

Apesar da pressão constante, a equipe encontrou enormes dificuldades para transformar o domínio em gols. A Chapecoense mostrou muita organização defensiva e contou com atuação inspirada do goleiro, que realizou oito defesas ao longo da partida.

As alterações promovidas pelo Botafogo, com entradas de jogadores como Alex Telles, Joaquín Correa e Santiago Rodríguez, aumentaram a intensidade ofensiva, mas a bola insistiu em não entrar.

VAR impede terceiro gol da Chape

Nos minutos finais, a Chapecoense ainda chegou a marcar o terceiro gol com Ítalo, já nos acréscimos. Entretanto, o lance foi anulado após revisão do VAR.

Mesmo sem o terceiro golo confirmado, a torcida catarinense comemorou bastante o desempenho da equipe, que suportou enorme pressão e saiu de campo sem sofrer gols diante de um dos ataques mais fortes do futebol brasileiro.

Eficiência faz diferença

Os números da partida mostram um contraste claro entre volume ofensivo e eficiência. O Botafogo terminou com quase quatro vezes mais posse de bola, maior número de remates, mais presença na área adversária e superioridade nos cruzamentos.

Ainda assim, a Chapecoense foi extremamente eficiente nas oportunidades criadas. A equipa teve apenas três remates na baliza, mas converteu dois deles em gols e administrou a vantagem com inteligência.

Já o Botafogo de Futebol e Regatas deixa o confronto com sensação de desperdício após dominar estatisticamente boa parte do jogo, mas falhar nas finalizações e na tomada de decisão ofensiva.

Por: Eduardo P. Silva