O Atletico Mineiro confirmou a liderança do Grupo B da Sul-Americana ao derrotar o Academia Puerto Cabello por 1-0, na Arena MRV. O herói da noite foi Bernard, autor de um belo golo no segundo tempo que assegurou a classificação direta do Galo para os oitavos de final da competição.
Apesar do favoritismo e do domínio da posse de bola, a equipa mineira encontrou dificuldades para furar a defesa venezuelana durante a primeira parte. O Atlético controlava o jogo, mas criava poucas oportunidades claras, enquanto o Puerto Cabello apostava nas transições rápidas e chegou a assustar em duas ocasiões, obrigando Éverson a realizar boas defesas.
A igualdade persistiu até ao segundo tempo, quando a qualidade individual decidiu o encontro. Aos 61 minutos, Bernard aproveitou um ressalto após trocar passes na entrada da área e acertou um remate forte, rasteiro e colocado no canto, sem hipóteses para o guarda-redes adversário.
O camisola 11 voltou a ser decisivo e vive a sua melhor fase desde o regresso ao clube. Bernard já igualou em 2026 o número de golos marcados em toda a temporada passada, demonstrando novamente a sua importância no esquema ofensivo do Atlético.
Mesmo sem uma exibição brilhante, o Galo fez o suficiente para garantir os três pontos e terminar a fase de grupos na liderança isolada. A equipa mineira beneficiou ainda do tropeço do Cienciano, que acabou na segunda posição e terá agora de disputar os play-offs contra um dos terceiros colocados da Libertadores.
Atlético controlou, mas sofreu para criar
Os números da partida mostram um Atlético dominante na posse de bola, com 70% de controlo, mas pouco eficiente ofensivamente durante boa parte do encontro. O Galo terminou com mais remates e presença ofensiva constante, embora tenha encontrado resistência defensiva do Puerto Cabello.
Com a vitória, o Atlético-MG avança diretamente para os oitavos de final da Sul-Americana e terá a vantagem de decidir o confronto em casa. O próximo adversário será conhecido após o sorteio da Conmebol, marcado para os próximos dias.
Por: Eduardo P. Silva