A Copa do Mundo de 2026 começou em grande estilo nesta quinta-feira (11), no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México. Diante de mais de 80 mil torcedores, o México derrotou a África do Sul por 2 a 0 e iniciou sua caminhada no Mundial com uma atuação convincente em uma partida que entrou para a história por vários motivos.

Os anfitriões precisaram de apenas nove minutos para inaugurar o placar. Aproveitando uma falha da defesa sul-africana, Julián Quiñones roubou a bola, avançou livre em direção ao gol e bateu com categoria na saída de Ronwen Williams. O lance garantiu ao atacante um lugar especial nos livros de recordes: foi o terceiro gol mais rápido da história das partidas de abertura de uma Copa do Mundo.

Além da importância do momento para o jogador, o gol teve um significado ainda maior para os mexicanos. Apesar de terem participado de diversas partidas inaugurais ao longo da história dos Mundiais, esta foi a primeira vez que o México marcou o gol inaugural de uma edição da competição.

A África do Sul tentou reagir após sofrer o gol, mas encontrou dificuldades para superar a organizada defesa mexicana. Os comandados de Javier Aguirre controlaram a posse de bola e criaram as melhores oportunidades durante a primeira etapa.

Expulsões marcam segundo tempo turbulento

Se o primeiro tempo foi movimentado, a etapa final transformou o duelo em uma partida histórica do ponto de vista disciplinar.

Logo aos quatro minutos, Yaya Sithole recebeu cartão vermelho direto após derrubar Brian Gutiérrez quando era o último defensor. Pouco depois, a situação dos sul-africanos piorou ainda mais quando Themba Zwane foi expulso após atingir o rosto de Alvarado em um lance revisado pelo VAR.

Mesmo com dois jogadores a mais, o México também acabou ficando com dez homens em campo. O zagueiro César Montes recebeu cartão vermelho por impedir uma clara oportunidade de gol dos africanos.

As três expulsões estabeleceram um novo recorde para partidas de abertura de Copas do Mundo. Nunca antes um jogo inaugural havia registrado tantos cartões vermelhos. O recorde anterior pertencia ao duelo entre Argentina e Camarões na abertura do Mundial de 1990, quando houve duas expulsões.

Raúl Jiménez confirma a vitória

Com a vantagem numérica ainda favorável, o México manteve o controle da partida e chegou ao segundo gol na reta final. O experiente Raúl Jiménez aproveitou uma boa jogada ofensiva para ampliar a vantagem e decretar o triunfo por 2 a 0.

O segundo gol trouxe tranquilidade aos donos da casa e fez o Azteca explodir em festa. A torcida mexicana celebrou não apenas os três pontos, mas também uma atuação segura que aumenta a confiança para a sequência da competição.

Sonho mexicano começa da melhor forma

O resultado coloca o México na liderança inicial do Grupo A e reforça a esperança dos torcedores de uma campanha histórica em casa. Com Quiñones brilhando, Jiménez decisivo e o apoio massivo das arquibancadas, os mexicanos deram o primeiro passo rumo ao objetivo de alcançar uma campanha marcante diante do seu público.

Já a África do Sul terá que se recuperar rapidamente. Além da derrota, a seleção deixa a estreia com problemas disciplinares e possíveis suspensões para os próximos compromissos do Mundial.

A Copa do Mundo de 2026 começou com gols, recordes, cartões vermelhos e muita emoção — exatamente como os torcedores esperavam. E, para a alegria dos anfitriões, a primeira grande festa do torneio teve as cores verde, branca e vermelha do México.

Por: Eduardo P. Silva