A segunda jornada do Grupo C do Mundial-2026 reserva um duelo de enorme importância entre Escócia e Marrocos, no Gillette Stadium, em Foxborough. Depois de resultados positivos na estreia, ambas as seleções entram em campo conscientes de que uma vitória poderá colocá-las muito perto da qualificação para a fase a eliminar.

Os escoceses procuram manter vivo o entusiasmo do regresso ao Mundial após quase três décadas de ausência, enquanto os Leões do Atlas pretendem confirmar o estatuto de uma das seleções mais consistentes do futebol internacional nos últimos anos.

Escócia sonha com qualificação histórica

O triunfo por 1-0 diante do Haiti permitiu à Escócia começar a competição da melhor forma possível e aproximou a equipa de Steve Clarke de um objetivo que persegue há décadas: ultrapassar a fase de grupos de um Campeonato do Mundo.

A vitória também reforçou o excelente momento dos escoceses, que venceram oito dos últimos onze jogos oficiais e chegam ao encontro cheios de confiança.

Agora, a seleção britânica tem a oportunidade de alcançar um feito inédito na sua história: vencer dois jogos consecutivos numa grande competição internacional.

O apoio da famosa “Tartan Army”, que voltou a marcar presença em grande número nos Estados Unidos, continua a ser um dos principais trunfos da equipa.

Marrocos mantém ambições elevadas

Do outro lado estará um Marrocos cada vez mais habituado aos grandes palcos. Depois da histórica campanha até às meias-finais do Mundial de 2022, os africanos continuam a demonstrar enorme regularidade.

O empate por 1-1 frente ao Brasil na estreia reforçou a série positiva da equipa comandada por Walid Regragui, que já vinha de uma campanha perfeita nas eliminatórias e de conquistas importantes no futebol árabe e africano.

Os marroquinos podem agora estabelecer um novo recorde africano ao alcançar seis jogos consecutivos sem derrotas na fase de grupos dos Mundiais.

Histórico favorece os africanos

O único confronto anterior entre as duas seleções em Mundiais aconteceu precisamente em 1998, ano da última participação escocesa antes desta edição.

Na ocasião, Marrocos venceu por contundentes 3-0 e eliminou qualquer hipótese de apuramento da Escócia.

Além disso, os Leões do Atlas apresentam um registo muito sólido frente a seleções europeias nesta fase da competição, permanecendo invictos em cinco dos últimos seis encontros da fase de grupos contra equipas da UEFA.

McGinn e Hakimi lideram as esperanças

A principal referência ofensiva escocesa continua a ser John McGinn. O médio do Aston Villa atravessa um dos melhores momentos da carreira internacional e está a apenas um golo de se tornar o jogador mais goleador da Escócia sob o comando de Steve Clarke.

Pelo lado marroquino, Achraf Hakimi voltou a demonstrar frente ao Brasil porque é considerado um dos melhores laterais do mundo. O jogador liderou a equipa em várias estatísticas ofensivas e defensivas, confirmando a sua enorme influência no jogo dos africanos.

Duelo de estilos promete equilíbrio

A Escócia aposta numa equipa intensa, física e muito eficaz nas transições rápidas, enquanto Marrocos privilegia a posse de bola, a qualidade técnica e a velocidade dos seus homens da frente.

Os números recentes mostram duas seleções muito organizadas defensivamente. Marrocos sofreu golos antes do intervalo apenas uma vez nos últimos 25 jogos, enquanto a Escócia teve apenas uma partida com ambas as equipas a marcar em 2026.

Tudo indica, portanto, um confronto equilibrado, onde os detalhes poderão fazer a diferença.

O que está em jogo?

Uma vitória escocesa colocaria a equipa praticamente nos 16 avos de final e representaria um dos maiores resultados da sua história recente.

Já um triunfo marroquino poderá deixar os africanos muito perto da liderança do grupo e reforçar a candidatura da equipa a repetir uma campanha memorável no Mundial.

Jogadores a seguir

⭐ John McGinn (Escócia)
⭐ Scott McTominay (Escócia)
⭐ Achraf Hakimi (Marrocos)
⭐ Youssef En-Nesyri (Marrocos)

Apesar do entusiasmo escocês, Marrocos chega com maior experiência internacional, uma defesa extremamente sólida e um histórico favorável diante de seleções europeias em Mundiais.

Palpite: Escócia 1-2 Marrocos.

Por: Eduardo P. Silva