Mundial 2026: Nova Zelândia e Bélgica jogam a sobrevivência em Vancouver

A última jornada do Grupo G promete fortes emoções em Vancouver, onde Nova Zelândia e Bélgica entram em campo pressionadas pela necessidade de pontuar para manter vivas as esperanças de qualificação para a fase a eliminar do Mundial 2026.

Os neozelandeses procuram uma vitória histórica, enquanto os belgas tentam evitar uma segunda eliminação consecutiva ainda na fase de grupos.

Nova Zelândia procura fazer história

A campanha da Nova Zelândia tem sido marcada por oportunidades desperdiçadas. Depois de deixar escapar vantagens em ambos os jogos disputados até agora, a seleção orientada por Darren Bazeley chega à última jornada sem qualquer triunfo em Campeonatos do Mundo.

Os All Whites acumulam agora oito partidas sem vencer em fases finais (4 empates e 4 derrotas), aproximando-se de um recorde indesejado.

Apesar disso, a qualificação continua ao alcance. Uma vitória poderá ser suficiente para garantir um lugar entre os melhores terceiros classificados e proporcionar a primeira passagem da história da seleção à fase a eliminar.

Os números recentes, porém, não são animadores:

  • Dez derrotas nos últimos treze jogos;
  • Apenas uma vitória nesse período;
  • Não vence uma seleção europeia desde 2010;
  • Sofreu dois ou mais golos em cinco dos últimos oito jogos de Mundial.

Bélgica sob enorme pressão

A situação dos Diabos Vermelhos também está longe de ser confortável.

O empate sem golos frente ao Irão aumentou as críticas à equipa de Domenico Tedesco, que corre o risco de repetir a dececionante eliminação na fase de grupos do Mundial de 2022.

A Bélgica chega à última jornada ocupando o terceiro lugar do grupo e sabe que uma vitória poderá ser decisiva para garantir a continuidade na competição.

Apesar das dificuldades ofensivas demonstradas até agora, os números recentes oferecem algum otimismo:

  • Quinze jogos consecutivos sem perder;
  • Nove vitórias e seis empates nessa sequência;
  • Apenas uma derrota nos últimos cinco jogos de Mundial;
  • Nenhum golo sofrido na segunda parte dos últimos cinco encontros.

Primeiro confronto da história

Esta será a primeira vez que Nova Zelândia e Bélgica se enfrentam numa competição oficial.

Os neozelandeses podem apoiar-se num dado curioso: permanecem invictos nos seus dois jogos mais recentes frente a seleções europeias em Campeonatos do Mundo, ambos terminados empatados.

Jogadores em destaque

Nova Zelândia

O veterano Chris Wood continua a ser a principal esperança ofensiva dos All Whites.

O avançado é o melhor marcador da história da seleção e apresenta um dado impressionante: a última derrota da Nova Zelândia num jogo oficial em que marcou aconteceu em 2017.

Bélgica

Thibaut Courtois poderá alcançar mais um marco importante na carreira.

O guarda-redes está prestes a tornar-se o jogador belga com mais partidas disputadas em fases finais de Mundiais e continua a ser uma das grandes referências da equipa.

Além dele, o regresso de Jérémy Doku poderá acrescentar criatividade e velocidade ao setor ofensivo.

Ausências

Nova Zelândia

  • Não há novas baixas confirmadas.

Bélgica

  • Nathan Ngoy está suspenso após a expulsão frente ao Irão.
  • Jérémy Doku deverá regressar às opções.

Aspetos táticos

Nova Zelândia

  • Procura explorar cruzamentos e jogo direto;
  • Forte dependência de Chris Wood na área;
  • Equipa física e competitiva;
  • Vulnerável defensivamente quando pressionada.

Bélgica

  • Maior posse de bola e controlo territorial;
  • Laterais muito ofensivos;
  • Procura explorar a velocidade dos extremos;
  • Organização defensiva sólida nas segundas partes.

Estatísticas relevantes

  • Os últimos 11 jogos oficiais da Nova Zelândia tiveram mais de 2,5 golos;
  • A Nova Zelândia sofreu pelo menos dois golos em ambos os jogos deste Mundial;
  • A Bélgica conquistou apenas seis cantos nas duas primeiras jornadas;
  • Os belgas não sofreram qualquer golo na segunda parte dos últimos cinco encontros.

Chaves para o jogo

A partida deverá ser disputada com elevada intensidade desde o apito inicial.

A Nova Zelândia não tem outra alternativa além de procurar a vitória, o que poderá criar espaços para os rápidos ataques belgas. Por outro lado, a Bélgica sabe que uma nova exibição pouco inspirada pode significar uma eliminação surpreendente.

Os fatores que podem decidir o encontro incluem:

  • A eficácia de Chris Wood nas poucas oportunidades que surgir;
  • O impacto do regresso de Jérémy Doku;
  • A capacidade da Bélgica transformar domínio em golos;
  • A gestão emocional da pressão por parte dos Diabos Vermelhos.

Expectativa final

Apesar das dificuldades apresentadas até agora, a Bélgica continua a possuir maior qualidade individual e experiência em jogos decisivos. No entanto, a pressão é enorme e qualquer nervosismo poderá ser aproveitado por uma Nova Zelândia determinada a alcançar um resultado histórico.

Tudo indica um duelo aberto, com oportunidades para ambos os lados e uma vaga na fase a eliminar em jogo até aos minutos finais em Vancouver.

Por: Eduardo P. Silva