Mundial-2026: Turquia despede-se com vitória épica sobre os Estados Unidos

A Turquia encerrou a sua participação no Mundial 2026 com uma vitória memorável por 3-2 sobre os Estados Unidos, conseguida já nos descontos, num dos encontros mais emocionantes da fase de grupos. Apesar de ambas as seleções já conhecerem o seu destino na competição, os turcos mostraram enorme caráter para completar a reviravolta e sair do torneio de cabeça erguida.

Entrada forte dos norte-americanos

Os Estados Unidos entraram determinados a impor o seu ritmo e precisaram de apenas três minutos para inaugurar o marcador.

Na sequência de um pontapé de canto, Sebastian Berhalter colocou a bola na área e Auston Trusty apareceu ao segundo poste para finalizar à queima-roupa, colocando os norte-americanos em vantagem.

Pouco antes, o próprio Trusty já tinha obrigado Ugurcan Cakir a uma excelente defesa, mostrando desde cedo as intenções da equipa orientada por Mauricio Pochettino.

Resposta imediata da Turquia

A reação turca não demorou.

Aos 10 minutos, Baris Yilmaz encontrou Arda Güler dentro da área e o jovem talento não desperdiçou, rematando colocado para o fundo das redes e restabelecendo a igualdade.

O encontro ganhou intensidade e os Estados Unidos chegaram mesmo a festejar novamente aos 29 minutos, mas o golo de Mark McKenzie foi anulado por fora de jogo.

Dois minutos depois surgiu a reviravolta turca. Um remate de Orkun Kökçü sofreu um desvio decisivo em Baris Yilmaz, traindo o guarda-redes adversário e colocando a Turquia na frente do marcador.

Berhalter volta a aparecer

Os norte-americanos regressaram dos balneários com maior agressividade ofensiva e conseguiram o empate aos 49 minutos.

Sebastian Berhalter, uma das figuras da partida, aproveitou uma sobra à entrada da área e disparou de primeira para o canto inferior esquerdo, sem qualquer hipótese para Ugurcan Cakir.

O médio esteve envolvido nos dois golos dos EUA e foi um dos melhores elementos da equipa durante toda a partida.

Pulisic desperdiça e a Turquia castiga

A entrada de Christian Pulisic trouxe nova dinâmica ao ataque norte-americano.

O capitão dos EUA esteve muito perto de marcar aos 62 minutos, mas viu Ugurcan Cakir defender o seu remate cara a cara. Um minuto depois voltou a ameaçar e acertou no poste após nova intervenção do guarda-redes turco.

Os norte-americanos desperdiçaram as melhores oportunidades para chegar à vantagem e acabaram castigados nos instantes finais.

Drama nos descontos

Quando tudo apontava para um empate, a Turquia encontrou forças para procurar a vitória.

Já aos 90+8 minutos, Can Uzun criou perigo dentro da área e, após um ressalto favorável, a bola sobrou para Kaan Ayhan, que apareceu no sítio certo para empurrar para o fundo das redes e fazer o 3-2.

O golo provocou uma explosão de alegria entre os jogadores turcos, que celebraram como se de uma qualificação se tratasse.

Pouco depois, o árbitro apitou para o final do encontro, confirmando um dos desfechos mais emocionantes desta fase de grupos.

Montella orgulhoso da reação da equipa

Após o jogo, o selecionador Vincenzo Montella destacou o caráter demonstrado pelos seus jogadores.

O treinador italiano afirmou que a vitória valeu “mais do que mil triunfos”, sobretudo porque foi alcançada num contexto difícil, com a Turquia já eliminada e perante uma maioria de adeptos favoráveis aos Estados Unidos.

Montella sublinhou ainda que a seleção criou oportunidades suficientes ao longo do torneio e lamentou apenas a falta de eficácia nos dois primeiros encontros, que acabou por ditar a eliminação.

Destaques da partida

  • Auston Trusty abriu o marcador logo aos 3 minutos.
  • Arda Güler empatou para a Turquia aos 10 minutos.
  • Baris Yilmaz esteve envolvido em dois gols turcos.
  • Sebastian Berhalter marcou e assistiu pelos Estados Unidos.
  • Christian Pulisic entrou na segunda parte e esteve perto de decidir o jogo.
  • Kaan Ayhan marcou o golo da vitória aos 90+8 minutos.

O que significa este resultado?

A vitória não foi suficiente para manter a Turquia viva na competição, mas permitiu aos comandados de Vincenzo Montella despedirem-se do Mundial com orgulho e uma exibição cheia de personalidade.

Já os Estados Unidos sofreram a sua primeira derrota no torneio e terminam a fase de grupos com algumas dúvidas defensivas, apesar de continuarem na luta pelo sonho mundialista.

Para os turcos, fica a sensação de que a campanha poderia ter tido outro desfecho. Para os norte-americanos, fica o aviso de que os erros defensivos podem ser fatais quando começa a fase a eliminar.

Por: Eduardo P. Silva