Mirassol e Santos empataram por 2 a 2 nesta terça-feira pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, em partida disputada no Estádio Maião.

Mesmo após 12 dias sem jogos para treinamentos, o Santos voltou a apresentar dificuldades dentro de campo. Sem Neymar, preservado, o técnico Juan Pablo Vojvoda tentou reforçar o meio-campo com Willian Arão, João Schmidt e Gabriel Bontempo.

No ataque, Gabigol atuou como centroavante, com Thaciano aberto pela direita e Rony pelo lado esquerdo.A estratégia, no entanto, não funcionou.

O Santos teve dificuldades na criação e passou boa parte da partida atrás no placar. O Mirassol aproveitou os espaços e conseguiu marcar duas vezes, colocando pressão sobre o Peixe.

A reação santista veio apenas na reta final. Gabigol assumiu o protagonismo e marcou dois gols — um de pênalti e outro com a bola rolando — garantindo o empate e evitando uma derrota que aumentaria ainda mais a pressão sobre o time.

Apesar da reação, o desempenho do Santos voltou a gerar críticas internas. A diretoria do clube deve se reunir para discutir o futuro do técnico Juan Pablo Vojvoda, cuja permanência está em avaliação.

Segundo informações internas, o que mais incomodou a diretoria não foi apenas o resultado, mas a atuação da equipe, considerada muito abaixo do esperado após mais de uma semana de treinamentos.

O presidente Marcelo Teixeira sofre pressão de conselheiros e aliados para promover uma mudança no comando técnico. Embora parte da diretoria ainda defenda a continuidade do trabalho para evitar nova instabilidade, a possibilidade de demissão do treinador argentino ganhou força.

O Santos agora tem pouco tempo para reagir: a equipe terá apenas três dias de preparação antes do clássico contra o Corinthians, no próximo domingo.

Por: Eduardo P. Silva