O Brasil volta a campo neste domingo pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 diante da Noruega, no MetLife Stadium, em Nova Jérsia. Pentacampeã mundial, a Seleção Brasileira busca manter vivo o sonho do hexacampeonato, mas terá pela frente um adversário que faz campanha consistente e ainda ostenta um retrospecto favorável no confronto direto entre as duas seleções.
Brasil chega embalado, mas ainda busca maior consistência
A equipe comandada por Carlo Ancelotti terminou a fase de grupos na liderança do Grupo C, com duas vitórias e um empate, garantindo a classificação pelo saldo de gols. Nas 16 avos de final, porém, precisou mostrar poder de reação para derrotar o Japão por 2 a 1, marcando o gol da vitória já nos acréscimos.
O triunfo aumentou a confiança do elenco, principalmente por representar a primeira vez desde a campanha do título de 2002 que o Brasil vence um mata-mata de Copa do Mundo após sair atrás no placar.
Apesar da classificação, a equipe ainda alterna momentos de grande qualidade ofensiva com períodos de instabilidade defensiva. A boa notícia é que o ataque continua decisivo, com sete dos nove gols brasileiros no torneio saindo após os 30 minutos de jogo, demonstrando força física e poder de decisão nos momentos finais.
Noruega faz campanha histórica
A Noruega vive uma de suas melhores campanhas em Copas do Mundo. Depois de terminar na segunda colocação do Grupo I, os comandados de Ståle Solbakken eliminaram a Costa do Marfim por 2 a 1 e conquistaram a primeira vitória da história do país em uma fase eliminatória de Mundiais.
Os Vikings chegam embalados por uma sequência de 15 vitórias nos últimos 20 jogos oficiais e sonham em alcançar, pela primeira vez, as quartas de final da competição.
Outro ponto que aumenta a confiança norueguesa é o desempenho ofensivo. Em todos os quatro jogos da equipe neste Mundial, ambas as seleções marcaram, evidenciando um ataque eficiente liderado pelo talento de Martin Ødegaard e Erling Haaland.
Retrospecto favorece os europeus
Embora o Brasil seja considerado favorito, o histórico entre as seleções chama atenção.
A Noruega nunca perdeu para a Seleção Brasileira em quatro confrontos oficiais, acumulando duas vitórias e dois empates. O duelo mais marcante aconteceu justamente na Copa do Mundo de 1998, quando os noruegueses venceram por 2 a 1 e eliminaram o Brasil da liderança do grupo.
Além disso, o Brasil carrega outro tabu importante: suas últimas seis eliminações em jogos de mata-mata de Copa do Mundo aconteceram diante de seleções europeias.
Destaques individuais
O principal garçom brasileiro tem sido Bruno Guimarães, que já distribuiu quatro assistências nesta Copa do Mundo, incluindo o passe decisivo para o gol da classificação diante do Japão. Apenas Pelé, com seis assistências em uma única edição, participou diretamente de mais gols pela Seleção em um mesmo Mundial.
Pelo lado norueguês, Martin Ødegaard atravessa grande fase. O meia pode se tornar o primeiro jogador desde 1966 a registrar assistências em cada uma de suas quatro primeiras partidas em uma Copa do Mundo, após já ter distribuído três passes para gol nesta edição.
Prováveis desfalques
O Brasil monitora a condição física de Casemiro, enquanto Lucas Paquetá, Raphinha e Wesley França seguem como dúvidas ou desfalques por problemas físicos.
Na Noruega, a expectativa é pelo retorno do lateral Julian Ryerson, que se recupera de uma lesão na coxa.
Expectativa para o confronto
O duelo reúne duas equipes de forte vocação ofensiva. O Brasil possui maior qualidade técnica e tradição em jogos decisivos, enquanto a Noruega aposta na intensidade, organização coletiva e na eficiência de seu setor ofensivo.
Com ataques inspirados e jogadores decisivos dos dois lados, a tendência é de uma partida aberta e bastante movimentada, valendo uma vaga nas quartas de final, onde o vencedor seguirá vivo na luta pelo título mundial.
Por: Eduardo P. Silva