O Botafogo viveu uma das noites mais difíceis da sua história recente. Em Cusco, no Peru, o Alvinegro foi completamente dominado pelo Cienciano e sofreu uma goleada por 6 a 1, no jogo de ida dos oitavos de final da Copa Sul-Americana.
A equipa comandada por Franclim Carvalho teve uma atuação desastrosa e praticamente definiu a eliminatória ainda no primeiro tempo. O Cienciano marcou quatro vezes antes do intervalo, aproveitando os erros defensivos brasileiros e a dificuldade do Botafogo para lidar com a altitude de Cusco.
Cienciano atropela o Botafogo no primeiro tempo
O massacre começou aos 18 minutos. Alejandro Hohberg encontrou Matías Succar, que apareceu para cabecear e abriu o marcador para os donos da casa.
A vantagem peruana aumentou apenas dois minutos depois. Neri Bandiera aproveitou uma boa jogada dentro da área e finalizou sem dar chances ao guarda-redes Warleson.
O Botafogo não conseguia reagir e continuava a cometer erros na defesa. Aos 30 minutos, Succar aproveitou uma falha de Warleson para marcar o seu segundo golo da noite e colocar o Cienciano a vencer por 3-0.
O quarto golpe veio aos 35 minutos. Marcos Daniel Martinich recebeu passe de Hohberg e acertou um belo remate de longa distância, levando a bola ao canto superior esquerdo.
O resultado de 4-0 ao intervalo já representava um cenário histórico.
Cienciano estabelece marca histórica
A atuação do clube peruano foi ainda mais impressionante pelos números históricos alcançados.
Foi a primeira vez que o Cienciano marcou quatro ou mais golos numa primeira parte em competições da CONMEBOL. Além disso, tornou-se também a primeira equipa peruana a marcar mais de dois golos num primeiro tempo contra um clube brasileiro em torneios da entidade.
Com a goleada, o Cienciano estabeleceu ainda a maior vitória de uma equipa peruana sobre um clube brasileiro na história das competições da CONMEBOL.
Botafogo tenta reagir, mas Bandiera responde
Franclim Carvalho tentou mudar o cenário no intervalo e o Botafogo voltou um pouco mais agressivo.
Aos 49 minutos, Matheus Martins diminuiu a diferença com uma cobrança de falta espetacular. O avançado acertou o canto superior direito e fez o 4-1.
O golo, porém, não significou o início de uma reação.
Aos 62 minutos, Alejandro Hohberg encontrou Neri Bandiera, que finalizou colocado para marcar o quinto do Cienciano.
O Botafogo ainda teve algumas oportunidades para reduzir novamente a diferença, mas não conseguiu aproveitar.
Succar completa o hat-trick
Aos 78 minutos, o Cienciano voltou a marcar.
Cristian Souza Espana cruzou com precisão para a área e Matías Succar apareceu para cabecear e fazer o sexto golo peruano.
O avançado completou assim o seu hat-trick e tornou-se uma das grandes figuras da noite histórica em Cusco.
Nos minutos finais, o Botafogo ainda teve um golo de Edenilson anulado por fora de jogo, já nos acréscimos, mas nada mudou o cenário da partida.
Cienciano 6-1 Botafogo.
Uma missão quase impossível no Rio de Janeiro
O resultado deixa o Botafogo numa situação extremamente complicada para o jogo da volta.
Para levar a eliminatória para o prolongamento, o Alvinegro precisará vencer por cinco golos de diferença, igualando o agregado em 6-6.
Para garantir a classificação diretamente aos quartos de final, será necessária uma vitória por seis ou mais golos de vantagem, como um 6-0.
Já o Cienciano pode perder por até quatro golos de diferença e, mesmo assim, avançará para a próxima fase.
A segunda mão será disputada no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. O Botafogo terá de protagonizar uma reação histórica para continuar vivo na Copa Sul-Americana.
Cienciano 6 x 1 Botafogo — resumo
| Cienciano | Botafogo |
|---|---|
| 6 gols | 1 gol |
| Matías Succar (18′, 30′, 78′) | Matheus Martins (49′) |
| Neri Bandiera (20′, 62′) | — |
| Martinich (35′) | — |
Resultado: Cienciano 6-1 Botafogo
Competição: Copa Sul-Americana — oitavos de final, ida
Local: Cusco, Peru
Destaque: Matías Succar, autor de três golos
Jogo da volta: Botafogo terá de vencer por pelo menos seis golos de vantagem para se classificar diretamente.
Por: Eduardo P. Silva