Internacional campeão da Copa Sul-Americana de 2008: a campanha histórica do Colorado
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Internacional campeão da Copa Sul-Americana de 2008: título inédito e mais uma conquista internacional
O Internacional escreveu mais uma página importante de sua história em 2008. Depois de conquistar a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes dois anos antes, o Colorado voltou a levantar um troféu continental ao conquistar a Copa Sul-Americana de 2008, tornando-se o primeiro clube brasileiro a vencer a competição.
A conquista confirmou a força internacional do clube gaúcho durante aquela década e colocou o Inter em um grupo restrito de equipes brasileiras campeãs de competições da CONMEBOL.
Sob o comando do técnico Tite, o Internacional realizou uma campanha consistente e terminou a competição invicto, superando adversários de diferentes países até chegar à decisão contra o Estudiantes, da Argentina.
Um Internacional acostumado a grandes noites internacionais
A conquista da Sul-Americana aconteceu apenas dois anos depois do maior título da história do clube até então.
Em 2006, o Internacional havia conquistado a Libertadores pela primeira vez e, meses depois, derrotado o Barcelona na final do Mundial de Clubes da FIFA.
Em 2007, entretanto, o clube não conseguiu repetir o mesmo desempenho e iniciou uma reformulação do elenco.
A temporada de 2008 marcou uma nova fase.
Com Tite no comando, o Colorado encontrou equilíbrio entre experiência e juventude e conseguiu transformar a Sul-Americana em seu principal objetivo continental.
A campanha do Internacional na Sul-Americana
O Internacional iniciou sua caminhada enfrentando o Grêmio, em um dos maiores clássicos do futebol brasileiro.
Na primeira fase, o Colorado venceu o rival por 2 a 1, em uma partida que já demonstrava a importância que a equipe daria à competição.
A campanha avançou para os confrontos internacionais, e o Internacional passou a eliminar adversários até alcançar a decisão.
Campanha do Internacional
| Fase | Adversário | Resultado |
|---|---|---|
| 1ª fase | Grêmio | 2-1 |
| Oitavos | Universidad Católica | 0-1 / 0-0 |
| Quartos | Boca Juniors | 2-0 / 1-2 |
| Semifinal | Chivas Guadalajara | 2-0 / 0-0 |
| Final | Estudiantes | 1-0 / 1-2 após prorrogação |
O desempenho foi especialmente marcante porque o Internacional conseguiu eliminar equipes tradicionais do continente, incluindo o Boca Juniors, então atual campeão da Libertadores.
Internacional elimina o Boca Juniors
Um dos momentos mais importantes da campanha aconteceu nos quartos de final.
O adversário era ninguém menos que o Boca Juniors, gigante argentino que havia conquistado a Libertadores de 2007.
No jogo de ida, realizado em La Bombonera, o Internacional conseguiu uma vitória histórica por 2 a 0.
A vantagem conquistada na Argentina deu ao Colorado uma enorme tranquilidade para o segundo confronto.
No Beira-Rio, o Boca venceu por 2 a 1, mas o resultado não foi suficiente para eliminar o clube brasileiro.
O Internacional avançou com 3 a 2 no placar agregado.
Foi uma das maiores demonstrações de força do Colorado naquela edição.
A semifinal contra o Chivas
Na semifinal, o Internacional enfrentou o Chivas Guadalajara, do México.
O primeiro confronto aconteceu no Beira-Rio.
O Colorado venceu por 2 a 0, construindo uma vantagem importante para a segunda partida.
No México, o Internacional conseguiu administrar a vantagem e segurou o empate sem golos.
O 0 a 0 confirmou a classificação para a grande decisão.
O Colorado estava na final da Sul-Americana.
Final contra o Estudiantes
O adversário na decisão seria o Estudiantes de La Plata, tradicional clube argentino.
O primeiro jogo aconteceu na Argentina.
O Internacional conseguiu um resultado extremamente importante fora de casa: vitória por 1 a 0.
O golo colorado deixou a equipa brasileira em excelente posição para decidir o título diante da sua torcida.
Mas a final seria muito mais complicada do que o primeiro jogo indicava.
Drama no Beira-Rio
Na partida de volta, o Internacional encontrou um Estudiantes disposto a buscar a desvantagem.
O Colorado saiu na frente e parecia encaminhar tranquilamente a conquista.
Porém, a equipa argentina reagiu e conseguiu levar o confronto para a prorrogação.
No tempo extra, o Estudiantes voltou a marcar e colocou o Internacional em uma situação dramática.
Mesmo derrotado por 2 a 1, o Colorado conquistou o título graças à vitória por 1 a 0 no primeiro jogo e ao critério de desempate utilizado na época.
O estádio Beira-Rio transformou-se em uma enorme festa.
O Internacional era campeão da Copa Sul-Americana de 2008.
Tite e o trabalho que levou ao título
Um dos personagens fundamentais daquela conquista foi Tite.
O treinador havia assumido o Internacional em 2008 e conseguiu organizar uma equipe competitiva, especialmente nos confrontos eliminatórios.
O time tinha uma combinação de jogadores experientes e jovens talentos.
Entre os principais nomes estavam Nilmar, Alex, D’Alessandro, Guiñazú, Índio, Magrão, Bolívar e Lauro.
A equipe não dependia apenas de um jogador.
O equilíbrio coletivo foi uma das principais características da campanha.
Nilmar: uma das grandes estrelas do Colorado
Entre os principais destaques ofensivos estava Nilmar.
O atacante era uma das referências técnicas da equipa e protagonizou grandes atuações durante a temporada.
Sua velocidade, capacidade de drible e movimentação deram ao Internacional uma arma importante para os confrontos eliminatórios.
Nilmar fazia parte de uma geração que ajudaria a manter o clube gaúcho entre as principais forças do futebol brasileiro e sul-americano.
D’Alessandro e a identidade do Internacional
Outro nome fundamental daquele período foi Andrés D’Alessandro.
O argentino havia chegado ao Internacional em 2008 e rapidamente se transformou em um dos principais jogadores do elenco.
Sua técnica, visão de jogo e personalidade fizeram dele uma referência para o Colorado.
A passagem de D’Alessandro pelo Internacional acabaria se tornando uma das mais marcantes da história recente do clube.
A conquista da Sul-Americana foi o primeiro grande título internacional do argentino com a camisa colorada.
Um título histórico para o futebol brasileiro
A conquista de 2008 teve uma importância especial.
O Internacional tornou-se o primeiro clube brasileiro a conquistar a Copa Sul-Americana.
Até então, nenhuma equipe do país havia conseguido levantar o troféu desde a criação da competição, em 2002.
O título também reforçou a tradição internacional do Colorado.
Em apenas três anos, o clube havia conquistado:
- Copa Libertadores — 2006
- Mundial de Clubes da FIFA — 2006
- Recopa Sul-Americana — 2007
- Copa Sul-Americana — 2008
Era uma sequência impressionante de conquistas internacionais.
O legado da Sul-Americana de 2008
O título da Sul-Americana consolidou uma das épocas mais vitoriosas da história do Internacional.
A conquista mostrou que o clube não havia alcançado o topo do continente apenas por uma temporada.
Depois da Libertadores e do Mundial em 2006, o Colorado continuou competitivo e voltou a conquistar um título continental dois anos depois.
A campanha também ficou marcada por vitórias contra adversários de enorme tradição.
Eliminar o Boca Juniors em 2008, por exemplo, representou uma demonstração da evolução do futebol brasileiro nos torneios sul-americanos.
Além disso, jogadores como D’Alessandro e Nilmar passaram a fazer parte de uma geração que deixaria uma marca profunda no clube.
Internacional 2008: uma geração campeã
A conquista da Copa Sul-Americana de 2008 não foi apenas mais um troféu na galeria do Internacional.
Foi o resultado de uma geração que conseguiu manter o clube entre os protagonistas do futebol continental durante vários anos.
O Colorado começou aquela década conquistando a Libertadores e o Mundial, voltou a levantar a Recopa e, em 2008, tornou-se o primeiro brasileiro campeão da Sul-Americana.
A vitória diante do Estudiantes encerrou uma campanha marcada por grandes confrontos, eliminações de gigantes e uma final dramática.
O Internacional de 2008 entrou para a história como o primeiro clube brasileiro a conquistar a Copa Sul-Americana — e como uma das equipes mais vitoriosas do futebol sul-americano naquela década.
Por: Eduardo P. Silva