Mundial 2026: Argentina inicia defesa do título diante da ambiciosa Argélia

A caminhada da Argentina rumo à defesa do título mundial começa esta semana em Kansas City, onde os atuais campeões do mundo enfrentam a Argélia na estreia do Grupo J do Mundial de 2026. Os sul-americanos chegam como um dos principais candidatos à conquista do torneio, enquanto os argelinos sonham em protagonizar uma das primeiras surpresas da competição.

Campeã quer entrar para a história

Quatro anos após a inesquecível conquista no Catar, a Argentina volta a um Mundial carregando expectativas elevadas. Sob o comando de Lionel Scaloni, a Albiceleste procura tornar-se apenas a terceira seleção da história a conquistar títulos consecutivos, repetindo os feitos da Itália (1934 e 1938) e do Brasil (1958 e 1962).

A campanha de qualificação reforçou a confiança dos argentinos. Líder das Eliminatórias Sul-Americanas, a equipa garantiu presença na sua 14.ª participação consecutiva em Mundiais, chegando ao torneio após vencer 13 dos últimos 15 jogos disputados.

Além da força coletiva, a Argentina continua a contar com uma geração experiente e acostumada a grandes decisões, fator que aumenta ainda mais o favoritismo para esta estreia.

Argélia quer desafiar as probabilidades

A Argélia chega aos Estados Unidos vivendo um dos melhores momentos dos últimos anos. Os Desert Warriors venceram 14 dos últimos 19 jogos e lideraram o seu grupo de qualificação africana pelo segundo ciclo consecutivo.

Apesar do excelente momento, o histórico argelino em Mundiais é modesto. Esta será apenas a quinta participação da seleção na competição, sendo que a melhor campanha aconteceu em 2014, quando alcançou os oitavos de final no Brasil.

A equipa africana sabe que terá uma missão extremamente complicada diante dos campeões do mundo, mas acredita que pode aproveitar a pressão do adversário para tentar surpreender.

Messi prepara mais um capítulo histórico

Grande protagonista da conquista de 2022, Lionel Messi continua a escrever páginas inéditas na história do futebol mundial. O capitão argentino já detém o recorde de partidas disputadas em Mundiais e, diante da Argélia, alcançará a marca de 200 jogos pela seleção.

Além disso, o craque tornar-se-á o primeiro jogador da história a participar em seis edições diferentes da Copa do Mundo, consolidando ainda mais o seu legado.

Do lado argelino, o principal destaque é Mohamed Amoura. O avançado terminou como melhor marcador das eliminatórias africanas para o Mundial, com dez golos, e possui um registo impressionante: a Argélia venceu todas as 13 partidas em que ele marcou.

Histórico favorece os sul-americanos

Argentina e Argélia encontraram-se apenas uma vez. Em 2007, num jogo amigável bastante movimentado, os argentinos venceram por 4-3, numa partida que ficou marcada pelo primeiro bis internacional de Lionel Messi.

Os números também reforçam o favoritismo da Albiceleste. A seleção sul-americana venceu os seus últimos seis jogos de Mundial contra equipas africanas e apresenta uma consistência impressionante em fases finais.

Já a Argélia sofreu defensivamente em quase todas as suas participações, conseguindo apenas uma baliza inviolada em 13 jogos disputados em Mundiais.

Favoritismo claro na estreia

A diferença de qualidade individual, experiência internacional e histórico recente coloca a Argentina como favorita destacada para iniciar a defesa do título com uma vitória.

No entanto, a Argélia possui velocidade no ataque e jogadores capazes de explorar os espaços deixados pela equipa de Scaloni, o que pode tornar o encontro mais equilibrado do que muitos esperam.

Onde assistir



Horário: 22:00 (Horário de Brasília)

Transmissão: Cazé TV ( Youtuber)

A Argentina deverá controlar a posse de bola e assumir a iniciativa desde os primeiros minutos, enquanto a Argélia apostará numa estratégia mais cautelosa, procurando explorar contra-ataques.

Com Messi, Julián Álvarez, Enzo Fernández e companhia, os campeões mundiais têm argumentos suficientes para começar a competição com o pé direito.

Palpite: Argentina 3×1 Argélia.

Por: Eduardo P. Silva