A Argentina entra em campo diante da Suíça neste sábado em busca de uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Atual campeã mundial, a equipe de Lionel Scaloni chega embalada por uma campanha sólida e por uma classificação histórica nas oitavas de final, enquanto os suíços vivem um dos melhores momentos da sua história recente e sonham em surpreender mais uma potência do futebol mundial.
Argentina quer manter embalo rumo ao bicampeonato
A seleção argentina protagonizou uma das maiores reviravoltas da história das Copas ao vencer o Egito por 3 a 2 nas oitavas de final. Perdendo por dois gols até os minutos finais, a Albiceleste marcou três vezes nos instantes decisivos e tornou-se a primeira equipe da história do Mundial a virar um jogo após estar dois gols atrás a partir dos 78 minutos, vencendo ainda no tempo regulamentar.
Com o resultado, os argentinos alcançaram 11 partidas consecutivas de invencibilidade em Copas do Mundo (9 vitórias e 2 empates), além de ampliarem para 12 triunfos seguidos em competições oficiais. A equipe de Lionel Scaloni segue firme na tentativa de defender o título conquistado em 2022 e repetir um feito que não acontece desde o Brasil de 1962.
Apesar da excelente campanha, a defesa argentina mostrou algumas vulnerabilidades. Os adversários finalizaram apenas nove vezes na direção do gol durante todo o torneio, mas converteram cinco dessas oportunidades em gol, um índice que preocupa para a sequência da competição.
Suíça vive campanha histórica
A Suíça também chega embalada após eliminar a Colômbia nas oitavas de final em uma emocionante disputa por pênaltis, depois de um empate sem gols durante os 120 minutos.
O resultado garantiu aos suíços sua primeira classificação para as quartas de final desde a Copa de 1954 e representa mais um marco da melhor geração do país nas últimas décadas.
Sob o comando de Murat Yakin, a equipe perdeu apenas uma das últimas 19 partidas disputadas (12 vitórias, 6 empates e apenas 1 derrota), demonstrando enorme consistência defensiva e grande organização tática.
Outro dado impressionante é que a Suíça ainda não esteve em desvantagem em nenhum momento durante toda a campanha da Copa de 2026, incluindo as Eliminatórias.
Retrospecto favorece a Argentina
O histórico do confronto aponta amplo favoritismo argentino.
Em sete confrontos disputados entre as seleções:
- Argentina venceu: 5
- Empates: 2
- Vitórias da Suíça: 0
Além disso, os dois encontros entre as equipes em Copas do Mundo terminaram com vitória da Argentina.
Os suíços também apresentam dificuldades históricas diante de seleções sul-americanas em Mundiais, acumulando apenas duas vitórias em dez partidas.
Jogadores para ficar de olho
Enzo Fernández (Argentina)
Autor do gol da vitória sobre o Egito, Enzo marcou o gol de número 3000 da história das Copas do Mundo. O meio-campista mantém um retrospecto perfeito sempre que balança as redes pela seleção argentina: sete jogos e sete vitórias.
Breel Embolo (Suíça)
Após uma atuação discreta contra a Colômbia, o atacante busca recuperação. Embolo participou diretamente de 13 gols nas últimas 17 partidas pela seleção suíça, com 11 gols e duas assistências.
Desfalques
A Argentina chega praticamente completa para o confronto, sem baixas importantes.
Pelo lado suíço, Johan Manzambi segue como dúvida devido a uma lesão no joelho, enquanto Michel Aebischer e Leon Jaquez ainda são avaliados pelo departamento médico.
Estatísticas da partida
- A Argentina marcou dois ou mais gols em cada um dos últimos 11 jogos de Copa do Mundo.
- Seis dos últimos sete jogos eliminatórios da Argentina em Mundiais terminaram com gols para ambos os lados.
- A Suíça ainda não esteve em desvantagem durante toda a campanha da Copa de 2026.
- Cinco dos últimos sete jogos da Suíça terminaram com exatamente um gol sofrido.
Expectativas para o confronto
A Argentina chega como favorita pela qualidade individual, experiência e pelo momento vivido desde o título mundial de 2022. No entanto, a Suíça mostra enorme organização defensiva e atravessa uma das melhores fases de sua história recente, podendo oferecer muitas dificuldades aos atuais campeões.
A tendência é de um jogo bastante equilibrado, com os argentinos assumindo maior posse de bola e a Suíça apostando na consistência defensiva e nos contra-ataques rápidos liderados por Breel Embolo.
Caso confirme o favoritismo, a Argentina seguirá firme na busca pelo bicampeonato consecutivo. Já uma classificação suíça representaria uma das maiores surpresas desta edição da Copa do Mundo.
Por: Eduardo P. Silva