O Crystal Palace continua a viver a temporada mais marcante dos seus 120 anos de história. Depois da vitória por 3-1 na primeira mão, os ingleses voltaram a bater o Shakhtar Donetsk, desta vez por 2-1 em Selhurst Park, e garantiram presença inédita na final da UEFA Conference League com um agregado de 5-2.

A equipa orientada por Oliver Glasner confirmou o favoritismo perante um Shakhtar combativo, mas incapaz de travar o poder ofensivo dos londrinos, que agora vão disputar o título europeu frente ao Rayo Vallecano em Leipzig.

Palace começou nervoso, mas encontrou o caminho

Apesar da vantagem conquistada na Polónia, o Palace entrou em campo longe de estar confortável. O Shakhtar começou melhor e assustou cedo através de Kauã Elias, que criou os primeiros lances de perigo da partida.

Os ingleses chegaram mesmo ao golo aos dez minutos, quando Yeremy Pino aproveitou uma sobra dentro da área para finalizar cruzado. No entanto, após revisão do VAR, o lance foi anulado por fora de jogo milimétrico.

A pressão do Palace acabou por dar resultado pouco depois. Adam Wharton arriscou de longe, Dmytro Riznyk defendeu e Daniel Muñoz tentou aproveitar o ressalto. A bola desviou em Pedro Henrique antes de entrar na baliza, resultando num autogolo que colocou os anfitriões na frente da partida.

Eguinaldo reacendeu esperança ucraniana

O Shakhtar não se deixou abater e respondeu com qualidade. Aos 34 minutos, Pedro Henrique encontrou Eguinaldo à entrada da área e o brasileiro executou uma finalização brilhante, rodando sobre a marcação antes de disparar para o ângulo superior esquerdo de Dean Henderson.

O empate manteve viva a esperança dos ucranianos e deixou a eliminatória temporariamente aberta, especialmente porque o Palace demonstrava algum nervosismo defensivo.

Ainda antes do intervalo, Jean-Philippe Mateta esteve perto de devolver a vantagem aos ingleses, mas acertou no poste após cruzamento vindo da direita.

Sarr decidiu mais uma vez

A segunda parte começou com o Shakhtar novamente perigoso. Kauã Elias obrigou Dean Henderson a uma defesa espetacular logo aos 52 minutos, num lance que poderia ter mudado completamente o rumo da eliminatória.

Na resposta imediata, o Palace mostrou toda a sua eficácia. Tyrick Mitchell encontrou Ismaila Sarr dentro da área e o avançado senegalês finalizou rasteiro para fazer o 2-1.

O golo foi decisivo para matar praticamente qualquer reação do Shakhtar e consolidou ainda mais a extraordinária campanha de Sarr, que chegou aos nove golos na Conference League, isolando-se como melhor marcador da competição.

Uma final inédita espera os Eagles

Com vantagem confortável na eliminatória, o Crystal Palace controlou os minutos finais sem grandes sobressaltos. Oliver Glasner refrescou a equipa com as entradas de Brennan Johnson, Jefferson Lerma, Nathaniel Clyne e Will Hughes, enquanto os adeptos transformavam Selhurst Park numa verdadeira festa.

Do outro lado, o Shakhtar despede-se da competição com orgulho após mais uma campanha resiliente longe da Ucrânia, mantendo viva a tradição europeia do clube mesmo em circunstâncias extremamente difíceis.

Já o Palace continua a escrever a página mais brilhante da sua história recente. Depois da conquista da Taça de Inglaterra, os Eagles estão agora a um jogo de levantar o primeiro troféu europeu da sua existência.

Por: Eduardo P. Silva