A Escócia começou sua caminhada no Mundial de 2026 com o pé direito. Em partida disputada nos Estados Unidos, a seleção comandada por Steve Clarke derrotou o Haiti por 1 a 0 e conquistou sua primeira vitória em uma estreia de grande competição desde a Copa do Mundo de 1982.

O resultado colocou os escoceses na liderança do Grupo C ao final da primeira rodada, beneficiados também pelo empate entre Brasil e Marrocos. Mais do que os três pontos, a vitória trouxe alívio para uma equipe que carregava grande pressão após campanhas decepcionantes nas últimas edições da Eurocopa.

O único gol da partida foi marcado ainda na primeira etapa por John McGinn, capitão e principal referência do meio-campo escocês. A vantagem mínima acabou sendo suficiente para garantir o triunfo, embora o Haiti tenha crescido nos minutos finais e criado dificuldades para a defesa adversária.

A seleção caribenha, que disputa sua primeira Copa do Mundo desde 1974, mostrou personalidade e esteve perto de arrancar o empate. Frantzdy Pierrot teve duas grandes oportunidades nos minutos finais, incluindo uma cabeçada perigosa aos 85 minutos e outra tentativa já nos acréscimos, mas a defesa escocesa conseguiu resistir até o apito final.

Após o jogo, Steve Clarke destacou a importância da vitória para aliviar a pressão antes dos confrontos mais complicados que aguardam a Escócia.

“Os próximos dois jogos serão contra seleções que estão entre as melhores do mundo. Obviamente vamos para essas partidas com menos pressão do que tínhamos antes deste jogo”, afirmou o treinador.

O comandante também elogiou a postura de sua equipe, especialmente no aspecto defensivo.

“Se defendermos tão bem quanto hoje e conseguirmos melhorar um pouco com a bola, criando mais oportunidades, teremos condições de competir”, acrescentou.

O triunfo ganha ainda mais relevância pelo histórico escocês em Copas do Mundo. Esta foi apenas a quinta vitória da seleção em 24 partidas disputadas no torneio ao longo de sua história.

Do lado haitiano, apesar da derrota, o sentimento foi de orgulho pela atuação apresentada. O técnico Sébastien Migné valorizou o desempenho da equipe e acredita que a classificação ainda é possível.

“Quando conhecemos o caminho que percorremos para chegar até aqui, temos muitos motivos para nos orgulhar. Mostrámos personalidade e estivemos muito perto de conseguir algo positivo”, declarou.

O treinador lembrou que a seleção também precisou lutar até os últimos instantes para garantir a classificação ao Mundial e acredita que o mesmo espírito poderá manter o Haiti vivo na disputa por uma vaga na próxima fase.

As estatísticas refletem o equilíbrio do confronto. Embora a Escócia tenha controlado boa parte do jogo e sido mais eficiente nas oportunidades criadas, o Haiti terminou pressionando e obrigando os europeus a uma reta final de muita resistência.

Agora a situação do Grupo C promete ganhar ainda mais emoção. A Escócia terá pela frente um enorme desafio diante de Marrocos, enquanto o Haiti buscará uma recuperação improvável contra o poderoso Brasil.

Para os escoceses, o jejum finalmente chegou ao fim. Para os haitianos, apesar do resultado negativo, a atuação mostrou que a equipe pode sonhar em dificultar a vida dos favoritos e manter viva a esperança de fazer história neste Mundial de 2026.

Por: Eduardo P. Silva