O sonho europeu do Celta de Vigo ganhou ainda mais força este sábado, depois de uma vitória preciosa por 1-0 frente ao Atlético de Madrid, no Metropolitano. Num encontro em que os colchoneros criaram mais oportunidades e tiveram largos períodos de domínio, foi a eficácia galega a fazer a diferença, graças a uma finalização brilhante de Borja Iglesias na segunda parte.

A derrota deixou novo sabor amargo para a equipa de Diego Simeone, poucos dias depois da eliminação dolorosa na Liga dos Campeões frente ao Arsenal. Já o Celta continua a alimentar o sonho de alcançar um lugar na próxima edição da Champions League.

Atlético entrou forte, mas faltou eficácia

Apesar do ambiente pesado após a despedida europeia, o Atlético iniciou a partida com intensidade elevada e rapidamente tentou assumir o controlo. Griezmann ainda colocou a bola na baliza logo nos primeiros minutos, mas o lance foi invalidado por um fora de jogo muito discutido de Marcos Llorente.

Pouco depois, Ademola Lookman protagonizou a primeira grande ocasião do encontro. O internacional nigeriano reclamou penálti num contacto com Javi Rodríguez e, praticamente na jogada seguinte, acertou em cheio na trave com um remate potente que fez estremecer o estádio.

O Atlético continuava mais perigoso e criava oportunidades em sequência. Griezmann obrigou Radu a uma defesa segura, enquanto Sorloth apareceu de cabeça para novo aviso sério à baliza galega.

Lesão de Giménez complicou ainda mais os colchoneros

A noite ganhou contornos ainda mais negativos para Simeone aos 20 minutos, quando José María Giménez teve de abandonar o relvado lesionado. Robin Le Normand entrou para o seu lugar, numa alteração forçada que mexeu com a estabilidade defensiva dos madrilenos.

Mesmo assim, o Atlético manteve a pressão ofensiva. Marcos Llorente esteve perto do golo com um remate à entrada da área, mas Yoel Lago apareceu com um corte decisivo.

Celta resistiu e encontrou o golpe perfeito

Na segunda parte, os rojiblancos continuaram por cima e desperdiçaram aquela que talvez tenha sido a melhor oportunidade do encontro. Baena cruzou com precisão e Sorloth, de forma espetacular, tentou marcar de calcanhar, mas Radu respondeu com uma defesa absolutamente extraordinária.

Lookman também voltou a ameaçar, desta vez rematando por cima após mais uma boa jogada criada por Baena. O Atlético carregava, mas não conseguia transformar superioridade em golos.

E como tantas vezes acontece no futebol, a eficácia acabou por castigar quem desperdiça.

Aos 62 minutos, Williot Swedberg descobriu Borja Iglesias nas costas da defesa madrilena. O avançado espanhol mostrou enorme frieza perante Oblak e executou um chapéu perfeito para fazer o 1-0 e silenciar o Metropolitano.

Pressão final não evitou nova desilusão

Depois do golo sofrido, Simeone lançou Thiago Almada, Nahuel Molina e Miguel Cubo na tentativa de recuperar o resultado. O Atlético respondeu com uma avalanche ofensiva nos minutos finais.

Llorente rematou por cima, Sorloth voltou a aparecer de cabeça e Cubo esteve muito perto do empate com um disparo cruzado que saiu rente ao poste. Já nos instantes finais, Radu voltou a brilhar ao defender um cabeceamento perigoso de Miguel Cubo.

Apesar da enorme pressão madrilena, o Celta conseguiu resistir até ao apito final e celebrou uma vitória gigantesca fora de casa.

Celta continua a sonhar

Com este triunfo, o Celta chega aos 50 pontos e mantém viva a esperança de alcançar os lugares de Champions League, ficando a apenas três pontos do Betis, ainda que com mais um jogo realizado.

Já o Atlético de Madrid, apesar de ter o apuramento europeu garantido, volta a deixar uma imagem de frustração numa reta final de temporada onde a equipa parece emocionalmente abalada após falhar os grandes objetivos da época.

Por: Eduardo P. Silva