Red Devils tiveram uma estreia dececionante na Premier League 2026/27 e foram derrotados pelo Hull City, que voltou ao principal escalão inglês com uma vitória histórica. Semi Ajayi e Nobel Mendy marcaram os gols dos Tigers.
O Manchester United começou da pior maneira possível a sua campanha na Premier League 2026/27. Depois de terminar a última temporada em alta e garantir o regresso à Liga dos Campeões, a equipa comandada por Michael Carrick sofreu uma derrota por 2-0 diante do recém-promovido Hull City, fora de casa.
Os Tigers aproveitaram duas situações de bola parada ainda na primeira parte para construir a vantagem e depois resistiram à reação dos Red Devils graças, sobretudo, à excelente atuação do goleiros Tzolakis.
Bruno Fernandes foi o único português titular pelo Manchester United, enquanto Diogo Dalot começou a partida no banco. O também português Morita não participou devido a lesão.
Hull surpreende logo no primeiro tempo
O favoritismo estava claramente do lado do Manchester United, mas os primeiros minutos mostraram que o duelo seria muito mais complicado do que o esperado.
O Hull entrou em campo sem receio e aproveitou a força do seu plantel, que conta com vários jogadores importantes da campanha de promoção do Championship.
O Manchester United, por outro lado, mostrou dificuldades para construir ataques perigosos.
O goleiro Senne Lammens foi obrigado a trabalhar cedo e realizou duas intervenções importantes para manter a baliza dos visitantes protegida.
O belga ainda voltou a salvar o United numa terceira ocasião, mas não conseguiu evitar o primeiro gol.
Semi Ajayi abre o marcador
Aos 17 minutos, o Hull aproveitou uma cobrança de canto.
Depois de uma primeira intervenção de Lammens, Semi Ajayi reagiu mais rapidamente do que os jogadores do Manchester United e apareceu no lugar certo para finalizar e fazer o 1-0.
O golo aumentou ainda mais a confiança dos anfitriões.
O Manchester United tentou assumir o controlo da posse de bola, mas encontrou enormes dificuldades para transformar o domínio territorial em oportunidades claras.
Bruno Fernandes, normalmente o principal responsável pela criação ofensiva dos Red Devils, teve uma atuação apagada.
Bryan Mbeumo também não conseguiu criar o impacto esperado, apesar de ter protagonizado um remate acrobático que não resultou em gol.
Com Marcus Rashford e Benjamin Šeško inicialmente no banco, aumentava a pressão sobre Carrick para mudar a dinâmica da equipa.
Nobel Mendy amplia a vantagem
Antes que o treinador inglês pudesse corrigir os problemas, o Hull voltou a marcar.
Aos 38 minutos, novamente a partir de uma situação de bola parada, os Tigers encontraram o segundo gol.
Nobel Mendy, defesa que se destacou no Rayo Vallecano antes de se transferir para o Hull durante o verão, apareceu para finalizar e fazer o 2-0.
O Manchester United chegou ao intervalo com uma desvantagem surpreendente de dois gols.
Para uma equipa que vinha de uma temporada de recuperação sob o comando de Carrick, o resultado representava um enorme alerta.
Rashford entra, mas não consegue mudar o jogo
Carrick promoveu uma alteração no intervalo e lançou Marcus Rashford.
O avançado inglês regressou ao Manchester United depois do período de empréstimo ao Barcelona e era uma das principais esperanças para mudar o panorama ofensivo da equipa.
Entretanto, o efeito esperado não apareceu.
Rashford não conseguiu realizar sequer um remate à baliza durante o segundo tempo.
O Manchester United tornou-se mais ofensivo, principalmente depois da entrada de Diogo Dalot, mas continuou a encontrar uma defesa do Hull muito organizada.
A equipa da casa recuou alguns metros e passou a explorar os espaços deixados pelos visitantes.
Tzolakis é o herói do Hull
Se os Tigers conseguiram segurar a vantagem até ao fim, grande parte do mérito pertence ao seu guarda-redes.
Tzolakis foi uma das grandes figuras da partida.
O grego, que chegou ao Hull como o reforço mais caro da história do clube, realizou cinco defesas e mostrou segurança durante toda a partida.
Sempre que o Manchester United conseguiu ultrapassar a primeira linha defensiva do Hull, encontrou o guarda-redes grego pela frente.
A atuação valeu-lhe o prémio de homem do jogo.
O apito final confirmou uma vitória histórica para o Hull City.
Uma estreia para esquecer para o Manchester United
A derrota representa um início extremamente dececionante para o Manchester United.
Depois de terminar a temporada anterior em terceiro lugar e garantir o regresso à Liga dos Campeões, a equipa de Carrick esperava começar a nova campanha com uma vitória.
Em vez disso, encontrou um Hull extremamente competitivo e acabou derrotada por 2-0.
O resultado também levanta algumas questões sobre a capacidade ofensiva da equipa.
Bruno Fernandes esteve longe do seu melhor, Mbeumo não conseguiu desequilibrar e Rashford, lançado no intervalo, não encontrou espaços para ameaçar a baliza adversária.
A ausência de ideias no ataque foi particularmente preocupante diante de um adversário que passou grande parte da segunda parte concentrado em defender a vantagem.
Hull regressa à Premier League em grande estilo
Para o Hull City, o resultado não poderia ser melhor.
Recém-promovidos à Premier League, os Tigers receberam um dos clubes mais importantes da Inglaterra e conseguiram derrotá-lo por dois golos de diferença.
A equipa mostrou organização, agressividade nas bolas paradas e grande eficiência na frente da baliza.
Além disso, a atuação de Tzolakis oferece uma dose extra de confiança para uma equipa cujo principal objetivo será garantir a permanência na elite.
O triunfo representa também um excelente cartão de visita para os jogadores que ajudaram o Hull a conquistar a promoção e para os reforços contratados durante o verão.
Destaques de Hull City 2-0 Manchester United
Homem do jogo: Tzolakis
Gols: Semi Ajayi (17′) e Nobel Mendy (38′)
Destaque: Tzolakis, com cinco defesas
Manchester United: Bruno Fernandes foi titular e Diogo Dalot entrou no segundo tempo
Momento decisivo: o segundo golo do Hull antes do intervalo
Surpresa: o recém-promovido Hull derrotou o Manchester United na jornada inaugural
O que significa o resultado para as duas equipas?
A vitória coloca o Hull City diante de um início de temporada perfeito e dá confiança à equipa na luta pela permanência.
Para o Manchester United, entretanto, o resultado serve como um alerta imediato.
Carrick terá agora de encontrar rapidamente soluções para melhorar a produção ofensiva e evitar que a equipa perca pontos contra adversários teoricamente inferiores.
A temporada ainda está apenas a começar, mas a derrota em Hull mostra que o United não terá uma caminhada fácil na Premier League.
Por: Eduardo P. Silva