A Federação Italiana de Futebol (FIGC) confirmou nesta terça-feira (28) o retorno de Roberto Mancini ao comando da seleção italiana. Aos 61 anos, o treinador inicia sua segunda passagem pela Azzurra e será responsável por liderar a equipe durante o ciclo da Copa do Mundo de 2030.
O anúncio encerra semanas de instabilidade nos bastidores da federação e marca o reencontro entre Mancini e uma seleção que vive um momento de reconstrução após ficar fora do Mundial de 2026.
Mancini retorna três anos depois
Roberto Mancini comandou a Itália entre 2018 e 2023, período em que recolocou a seleção entre as principais potências do futebol europeu.
Durante sua primeira passagem, o treinador disputou 61 partidas oficiais, acumulando:
- 37 vitórias
- 15 empates
- 9 derrotas
O ponto mais alto do trabalho foi a conquista da Eurocopa de 2020, vencida sobre a Inglaterra nos pênaltis, em Wembley.
Apesar do título continental, Mancini também conviveu com uma grande frustração ao não conseguir classificar a Itália para a Copa do Mundo de 2022.
Presidente da FIGC explica escolha
Antes mesmo do anúncio oficial, o presidente da FIGC, Giovanni Malagò, já havia confirmado que Mancini era sua principal escolha para liderar o novo projeto da seleção.
Segundo o dirigente, a experiência e o histórico do treinador foram determinantes para a decisão.
“Achei que a melhor pessoa para ser treinador seria Roberto Mancini. A história dele fala por si e ele reúne todas as características necessárias para liderar este novo ciclo.”
Malagò também confirmou a chegada de Claudio Ranieri como novo diretor técnico da seleção italiana.
Bastidores turbulentos marcaram escolha
A confirmação de Mancini acontece após uma intensa crise nos bastidores da Federação Italiana.
A situação começou quando Paolo Maldini, diretor das seleções, e Leonardo, consultor da entidade, deixaram seus cargos apenas 16 dias após serem apresentados.
Os dois dirigentes defendiam a contratação de Andrea Pirlo como novo treinador, mas a negociação foi vetada por Giovanni Malagò devido à ligação comercial do ex-meio-campista com uma casa de apostas russa.
Após o impasse, Maldini e Leonardo optaram por entregar seus cargos.
Pirlo lamentou veto
Depois de ver sua contratação ser descartada, Andrea Pirlo publicou uma mensagem nas redes sociais esclarecendo sua posição.
O ex-jogador afirmou que sua parceria comercial ocorreu durante o período em que trabalhou nos Emirados Árabes Unidos e negou qualquer envolvimento político relacionado ao caso.
Mesmo assim, a FIGC decidiu seguir outro caminho para evitar novas polêmicas.
Outros nomes também foram avaliados
Antes da definição por Roberto Mancini, outros treinadores chegaram a ser considerados para assumir a Azzurra.
Entre eles estavam:
- Thiago Motta, ex-Bologna e Juventus;
- Antonio Conte, que deixou o Napoli recentemente;
- Carlo Ancelotti, consultado pela federação;
- Pep Guardiola, que também esteve entre os nomes analisados.
No fim, a experiência de Mancini pesou na decisão final.
Desafio será recolocar a Itália entre as favoritas
A missão do treinador será reconstruir uma seleção que atravessa um período irregular.
A Itália ficou fora da Copa do Mundo de 2026 após a passagem de Gennaro Gattuso, aumentando a pressão por uma reformulação profunda no elenco e no projeto esportivo.
Agora, Mancini terá quatro anos para preparar a equipe visando o Mundial de 2030.
O que esperar da nova era Mancini
Conhecido pelo estilo ofensivo e pela valorização de jovens talentos, Roberto Mancini retorna com a missão de recuperar o protagonismo da seleção italiana no cenário internacional.
Além da experiência adquirida na Arábia Saudita e no Al-Sadd, o treinador volta com o respaldo de quem já conquistou um título importante pela Azzurra e conhece profundamente a estrutura da seleção.
A expectativa da torcida italiana é que o novo ciclo devolva o país à disputa pelos principais títulos internacionais.
Por: Eduardo P. Silva