A primeira rodada do Grupo F da Copa do Mundo de 2026 coloca frente a frente duas seleções que chegam ao torneio com trajetórias bastante distintas. A Suécia tenta confirmar o seu histórico positivo em Mundiais e dar mais um passo rumo à classificação para a fase eliminatória, enquanto a Tunísia procura finalmente quebrar a sina de eliminações precoces e conquistar um resultado importante logo na estreia.

Os suecos chegam aos Estados Unidos após uma campanha de classificação pouco convencional. Depois de terminarem na última posição do grupo das Eliminatórias Europeias, a equipe aproveitou a segunda oportunidade conquistada através da Liga das Nações da UEFA para garantir presença no Mundial, superando Ucrânia e Polônia nos playoffs.

Apesar da classificação, a preparação para o torneio não foi das mais animadoras. A Suécia não venceu nenhum dos amistosos disputados antes da Copa, acumulando um empate e uma derrota. Ainda assim, o histórico favorece os escandinavos: em 12 estreias em Mundiais, sofreram apenas duas derrotas, somando cinco vitórias e cinco empates.

A equipe comandada por Jon Dahl Tomasson sonha em manter uma tradição recente impressionante. Nas últimas quatro participações em Copas do Mundo, os suecos sempre conseguiram avançar além da fase de grupos, demonstrando uma capacidade de crescimento ao longo da competição.

Do outro lado estará uma Tunísia que chega cercada por dúvidas. As Águias de Cartago sofreram derrotas nos dois amistosos disputados em junho e não conseguiram marcar sequer um gol nesses compromissos. O revés por 5 a 0 diante da Bélgica acendeu um sinal de alerta às vésperas do torneio.

No entanto, os tunisianos têm motivos para acreditar numa recuperação. A campanha das Eliminatórias Africanas foi praticamente perfeita: 28 pontos conquistados em 30 possíveis, 22 gols marcados e nenhum sofrido. A sólida organização defensiva foi a principal marca da equipe durante todo o processo classificatório.

O retrospecto contra seleções europeias em Copas do Mundo, porém, não é animador. Em 12 confrontos, a Tunísia venceu apenas uma vez. A boa notícia para os africanos é que esse triunfo aconteceu justamente no duelo mais recente diante de um adversário europeu.

Histórico equilibrado

Suécia e Tunísia já se enfrentaram quatro vezes ao longo da história. Os suecos levam vantagem com duas vitórias, um empate e apenas uma derrota. O equilíbrio também aparece nos números ofensivos: apenas cinco gols foram marcados nesses quatro encontros.

Olho nos protagonistas

A principal esperança sueca atende pelo nome de Viktor Gyökeres. Após conquistar a Premier League pelo Arsenal, o atacante chega em grande fase e foi decisivo nos playoffs de classificação, marcando quatro gols em dois jogos. Curiosamente, seis dos seus últimos sete gols pela seleção aconteceram no segundo tempo.

Pela Tunísia, Hazem Mastouri surge como um dos jogadores mais perigosos. Três dos seus quatro gols internacionais serviram para abrir o placar, mostrando sua capacidade de decidir partidas desde os minutos iniciais.

Problemas físicos preocupam

A Suécia ainda monitora a situação de alguns jogadores importantes. Victor Lindelöf e Anthony Elanga perderam o último amistoso da equipe, enquanto Benjamin Nygren deixou o campo lesionado diante da Grécia.

Já a Tunísia aguarda uma definição sobre Hannibal Mejbri, que ficou fora da derrota para a Bélgica após sentir problemas físicos no amistoso anterior contra a Áustria.

Expectativa de equilíbrio

Embora a Suécia apareça como favorita, os números recentes apontam para um confronto bastante equilibrado. Os suecos sofreram gols em cada um dos seus últimos 11 jogos, enquanto a Tunísia costuma perder por margens mínimas em Mundiais.

Com Países Baixos e Japão completando o Grupo F, conquistar pontos na estreia pode ser fundamental para as ambições de ambas as seleções. Por isso, a tendência é de uma partida intensa, disputada e com poucos espaços.

Destaques da partida: Viktor Gyökeres (Suécia) e Hazem Mastouri (Tunísia).

Palpite: Suécia 2×1 Tunísia.

Por: Eduardo P. Silva