O Athletico-PR venceu o Vitória por 2-0, na Arena da Baixada, no jogo da primeira mão dos oitavos de final da Taça do Brasil. João Cruz e Dudu Kogitzki, ambos formados nas categorias de base do clube e com apenas 20 anos, marcaram os golos que colocaram o Furacão em vantagem na eliminatória.
A equipa paranaense dominou grande parte do encontro e aproveitou a superioridade numérica na segunda parte para construir uma vantagem importante antes da viagem a Salvador.
João Cruz coloca o Athletico-PR na frente
Jogando em casa, o Athletico-PR começou a partida com uma postura ofensiva e rapidamente assumiu o controlo das ações.
João Cruz, médio de apenas 20 anos, foi o responsável por abrir o marcador ainda na primeira parte. O jovem aproveitou o bom momento da equipa e coroou uma entrada forte do Furacão com o primeiro golo da partida.
O domínio ofensivo dos donos da casa ficou evidente nos números do primeiro tempo. O Athletico-PR chegou ao intervalo com 12 remates, enquanto o Vitória teve apenas uma finalização, que acabou por acertar no poste.
Dudu Kogitzki amplia logo após entrar
O Vitória tentou equilibrar o jogo no início da segunda parte, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades.
Poucos minutos depois de entrar em campo, Dudu Kogitzki, também de 20 anos e formado na academia do Athletico-PR, ampliou a vantagem dos donos da casa.
O jovem aproveitou a oportunidade recebida por Odair Hellmann e marcou o segundo golo do Furacão, colocando a equipa paranaense numa posição confortável para o jogo da volta.
A atuação dos dois jogadores formados no clube foi um dos grandes destaques da partida.
Expulsão complica missão do Vitória
O Vitória teve ainda mais dificuldades para reagir depois de ficar reduzido a dez jogadores.
Emmanuel Martínez recebeu o segundo cartão amarelo quando a equipa baiana procurava diminuir a desvantagem e acabou expulso.
Com um jogador a mais, o Athletico-PR passou a controlar melhor o ritmo da partida e conseguiu preservar a vantagem de dois golos até ao apito final.
A expulsão também repetiu um problema recente do Vitória, que já havia enfrentado uma situação semelhante no confronto contra o Palmeiras.
Athletico-PR fica perto dos quartos de final
O resultado coloca o Athletico-PR numa posição bastante favorável para a segunda mão.
O Furacão poderá avançar aos quartos de final com um empate no jogo de volta. Uma derrota por apenas um golo de diferença também será suficiente para garantir a classificação.
Caso confirme a vaga, o Athletico-PR chegará aos quartos de final da Taça do Brasil pela sexta edição consecutiva, mantendo uma das sequências mais consistentes da competição.
Vitória terá de repetir reação contra o Flamengo
Para o Vitória, a situação é mais complicada, mas a equipa já demonstrou nesta edição da competição que consegue reverter eliminatórias.
Na fase anterior, o Leão da Barra conseguiu eliminar o Flamengo depois de perder o primeiro jogo e protagonizar uma grande reação no confronto de volta.
Agora, porém, a equipa terá de superar uma desvantagem de dois golos diante do Athletico-PR.
O Vitória também atravessa um momento menos positivo, tendo sofrido a terceira derrota consecutiva.
Por outro lado, o clube baiano mantém um excelente aproveitamento em decisões realizadas em casa nesta temporada: foram cinco jogos eliminatórios e cinco classificações.
Decisão será em Salvador
A segunda mão será disputada em Salvador, com o Vitória precisando de uma vitória por dois golos para levar a decisão para os penáltis.
Caso vença por três ou mais golos de diferença, o Leão da Barra garante diretamente a classificação para os quartos de final.
O Athletico-PR, por sua vez, chega ao confronto decisivo com uma vantagem importante e a possibilidade de administrar o resultado construído na Arena da Baixada.
Ficha do jogo
Athletico-PR 2-0 Vitória
Competição: Taça do Brasil – oitavos de final, primeira mão
Estádio: Arena da Baixada
Golos: João Cruz e Dudu Kogitzki
Destaques: João Cruz e Dudu Kogitzki
Expulsão: Emmanuel Martínez (Vitória)
Segunda mão: Vitória x Athletico-PR
Fase: Oitavos de final
Por: Eduardo P. Silva