Vitória goleia Athletico-PR por 4 a 0 e consegue reviravolta histórica na Copa do Brasil

O Vitória protagonizou uma das grandes reviravoltas da Copa do Brasil 2026. Depois de perder por 2 a 0 para o Athletico-PR na primeira mão, o Rubro-Negro baiano goleou o Furacão por 4 a 0 no Barradão e garantiu uma vaga nos quartos de final da competição.

A classificação ganha ainda mais peso pela história do clube no torneio. Antes deste confronto, o Vitória havia ficado em desvantagem de dois golos em oito eliminatórias da Taça do Brasil e só tinha conseguido reverter uma delas.

Agora, 14 anos depois, a equipa baiana volta a estar entre os oito melhores da competição.

Vitória repete feito de 2010

A reviravolta diante do Athletico-PR teve um precedente na história do Vitória.

Em 2010, o clube também precisou recuperar uma desvantagem de dois golos na Taça do Brasil. Naquela ocasião, o Vitória perdeu por 3 a 1 para o Corinthians-AL na primeira mão, mas respondeu no Barradão com uma goleada por 4 a 0.

O cenário de 2026, porém, era ainda mais exigente. Desta vez, o adversário era o Athletico-PR, clube que disputa a Série A do Campeonato Brasileiro.

Depois da derrota por 2 a 0 na Arena da Baixada, o Vitória precisava vencer por pelo menos três golos de diferença para garantir a classificação direta.

E conseguiu muito mais do que isso.

Quatro golos e uma atuação dominante

O Vitória entrou em campo determinado a mudar a história da eliminatória e conseguiu transformar rapidamente a pressão em golos.

Renê foi o grande destaque ofensivo da partida, marcando duas vezes e aproveitando falhas do guarda-redes Santos. Erick e Marinho também balançaram as redes e completaram a goleada de 4 a 0.

O resultado foi ainda mais impressionante considerando o momento vivido pelo ataque do Vitória.

Antes da decisão contra o Athletico-PR, a equipa havia marcado apenas um golo nos cinco jogos anteriores. No Barradão, entretanto, o Rubro-Negro conseguiu balançar as redes quatro vezes numa única partida.

A eficiência ofensiva foi fundamental para construir a reviravolta.

Lucas Arcanjo também foi decisivo

Embora os quatro golos tenham sido fundamentais para a classificação, o Vitória também contou com uma grande atuação defensiva.

Lucas Arcanjo teve papel importante para impedir que o Athletico-PR reagisse na segunda parte.

O guarda-redes fez três defesas consecutivas em cruzamentos de João Cruz para a área e manteve a baliza do Vitória protegida quando o Furacão procurava um golo que poderia mudar completamente o cenário da eliminatória.

Com a defesa segura e o ataque eficiente, o clube baiano conseguiu administrar a vantagem até ao apito final.

Renê é o homem da classificação

Autor de dois golos, Renê foi o principal nome da goleada e terminou a partida como um dos grandes responsáveis pelo apuramento do Vitória.

Os golos do atacante apareceram em momentos importantes e ajudaram a equipa a transformar a desvantagem de 2 a 0 num confortável 4 a 0.

A atuação também ajudou o Vitória a recuperar confiança depois de um período de pouca produtividade ofensiva.

Além disso, o clube voltou a vencer uma equipa da Série A por pelo menos três golos de diferença pela primeira vez desde maio, quando goleou o Coritiba por 4 a 1.

Vitória está nos quartos de final

Com a goleada no Barradão, o Vitória eliminou o Athletico-PR e garantiu presença nos quartos de final da Taça do Brasil 2026.

A classificação representa um dos resultados mais marcantes do clube na competição nos últimos anos e encerra uma espera de 14 anos para voltar a disputar esta fase do torneio.

Depois de perder a primeira mão por 2 a 0, o Rubro-Negro precisava de uma atuação praticamente perfeita em Salvador. E conseguiu.

Agora, o Vitória aguarda o sorteio para conhecer o seu adversário nos quartos de final e continua vivo na luta pelo título da Taça do Brasil.

Vitória 4 x 0 Athletico-PR

Competição: Taça do Brasil 2026
Fase: Oitavos de final – segunda mão
Estádio: Barradão
Resultado agregado: Vitória 4 x 2 Athletico-PR
Classificado: Vitória
Destaque: Renê, autor de dois golos

Por: Eduardo P. Silva